![]() DERRUBEM O STF E O GOLPE ESTARÁ CONSUMADO
Todas as ditaduras do mundo começaram com ameaças às Cortes Judiciais dos países submetidos. Estamos assistindo no Brasil, a esse triste recomeço, desde 2018. O ponto de partida foi o célebre aviso dado pelo filho do presidente então eleito: "Para fechar o STF basta um cabo e um soldado". O presidente eleito em 2018 - democraticamente, por incrível que pareça - toma posse em janeiro/2019 já indo ao STF, de forma sorrateira, para pedir desculpas pela frase mal colocada. Claro que os senhores magistrados, a partir daí, ficaram com uma pulga atrás da orelha! Pena que, dos quatro anos desse tal governo até hoje, o povo brasileiro não se cansa de ouvir as palavras "GUERRA" e "ARMAS": Guerra contra o STF; guerra contra os indígenas; guerra contra as ONGS e instituições que defendiam nossas florestas da praga de aventureiros predadores; guerra contra os "comunistas" (?); guerra contra as comunidades quilombolas; guerra contra qualquer cidadão que pense diferente da facção então empoderada; armas (limitadas) para a população defender-se principalmente das investidas de governos estaduais; armas (ilimitadas) para os proprietários de terra e seus seguranças se livrarem de "terroristas" (sem terra) e/ou estranhos no âmbito de suas propriedades; armas e munições (também ilimitadas) para os colecionadores/caçadores (na maioria, bandidos de facções criminosas), além de inúmeras outras aberrações próprias de milicianos ou pertinentes a regimes de exceção. Governo fraco, sem um projeto para o país, restringe-se a espalhar "fake news" via gabinete do ódio instalado em todo o terceiro andar do Palácio do Planalto. Gabinete, por sinal, coordenado pelo filho, Carlos (remunerado como coordenador, em Brasília, e como ausente vereador no RJ). Esse gabinete tinha como foco sub-reptício divulgar desinformações que pudessem atrair o maior número possível de eleitores, fanatizados e a fanatizar. Como já disse, governo fraco, deixa a critério da Casa Civil (ocupada por um parlamentar) e do presidente da Câmara a escolha da destinação das verbas orçamentárias da União. Grande oportunidade de os parlamentares elevarem, a seu critério, o quantum das emendas parlamentares de R$ 15 bilhões (2016) para R$ 54 bilhões de reais, onde se inclui uma roubalheira chamada "Orçamento Secreto" (não precisa mencionar o nome do parlamentar destinatário, tampouco o valor e a destinação). Um grande número de "parlamentares" foi eleito por obra e graça dessa monstruosidade chamada "Orçamento Secreto". Ao STF foi denunciada a anomalia oficializada. Aí, o Supremo passou a cobrar transparência dessas operações, afinal se trata de dinheiro público. Os parlamentares, com certeza os mais beneficiados pela tramoia que aprovaram, sentindo-se ofendidos, ameaçam os magistrados com impeachment e outras mazelas de que possam lançar mão. Uma indecência. Nos últimos dias, assistimos horrorizados à distorção cometida pelo partido, cuja maioria é constituída de beneficiários dessa coisa espúria chamada de "Orçamento Secreto", impedindo o funcionamento da Câmara e do Senado. Interrogado por um jornalista que dava cobertura ao motim - "Por que não cuidavam das pautas de interesse do povo, de há muito emperradas?", - o parlamentar entrevistado respondeu peremptoriamente e em nome de todos os baderneiros: "Primeiro precisamos cuidar da anistia (interesse particular dos que faziam o motim), depois é que vamos ver as pautas populares"... - Depois?!... Depois?!... Cessada a insurreição (depois de acordos e mais acordos fajutos e de pouca significância para a nação), vem à tona o velhaco projeto de retirar do âmbito do Supremo Tribunal Federal todos os processos relativos a crimes (quaisquer crimes) praticados pelos super privilegiados parlamentares. O julgamento desses processos descerá para a Primeira Instância, de lá onde eles angariam votos, de lá onde eles e os juízes se igualam, de lá onde não poucos juízes se fazem obedecer aos influentes coronéis de suas comarcas... Se isso acontecer, o juiz de primeira instância pode arquivar o processo ou, se houver pedido formalizado, submetê-lo à segunda instância. Isso levará tempo e o tempo será sempre favorável ao réu ou indiciado. Da segunda instância é que, provavelmente, caminhará para o Supremo. Com essa dificuldade voluntária para caminhar, por anos e anos, os réus vão driblando a Justiça e se safando. Não somos tolos, sabemos da razão maior dessa aberração no momento: livrar de qualquer punição o seu "mito" golpista, por cuja anistia brigam, fazem motins e até apelam para a influência e poderio do presidente de um país imperialista, que ora nos enquadra aos rigores de suas leis mirabolantes, como se fôssemos a ele servis ou meros lavradores de uma república de bananas. Tem mais, caros leitores: no projeto que - logo, logo - estará em pauta prevê-se que os processos contra parlamentares criminosos somente serão encaminhados a julgamento da primeira instância se e depois de aprovados no Congresso: - "Se eu voto hoje contra você, amanhã você votará contra mim, então...". Por favor, senhores congressistas, nos poupem dessa indecorosa sandice!...
Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 09/08/2025
Alterado em 25/08/2025 Comentários
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