Fernando A Freire

Amar a dois sobre todas as coisas

Textos

ESCOLINHAS DE TIRO AO ALVO

 

 

1  -  INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO ÚNICO.

 

2  -  SERÃO PREMIADOS OS QUE ATIRAREM NO MESMO ALVO.

 

3  -  "MEIA-VOLTA, VOLVER!"...  1-2;  1-2;  1-2... 

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Era comum no Brasil, nos tempos colonial e imperial, o patriarca da família escolher e impor a profissão e carreira que os filhos teriam de seguir.  Quase sempre, o primogênito deveria preparar-se para ser advogado, o segundo iria para o seminário sacerdotal e o terceiro aprenderia com o pai a administrar a fazenda.

Na época da república oligárquica, que vai de 1894 a 1930, adicionou-se mais uma profissão escolhida pelo patriarca para um dos seus filhos:  militar das forças armadas. Os militares tinham grande influência na administração do país (oligarquia).

Importante lembrar que o primeiro requisito para ingressar na elite do oficialato das forças armadas era a branquidade.  Essa seleção racial, sub-reptícia, aconteceu até a metade do século XX.

Dando prosseguimento ao critério de escolha pelo patriarca, os filhos advogados foram se transformando em políticos profissionais.  No Congresso Nacional, nas governanças estaduais e nas prefeituras e edilidades municipais, não é raro encontrar grupos familiares (pai, mãe, filhos e netos) revezando-se a cada ciclo eleitoral.

Exceto a troca de padres por pastores, nada mudou.  Todos - a maioria filhinhos de papai - ainda se orgulham de ser conservadores, pelo menos até se libertarem do velho e macróbio patriarcalismo.

- "O que é que você quer ser quando crescer?"  -  Isso é liberdade.  

Lamentavelmente, a liberdade para atirar e matar ainda não está fora de moda.  Um comportamento aprendido com os nossos pais, com os nossos avós . . .

Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 13/07/2023
Alterado em 15/07/2023


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